sábado, 2 de outubro de 2010

Eu devo gostar de sofrer ou de causar dor, afinal continuo cometendo os mesmos erros!
Ou então sou só burro o bastante pra teclar na mesma tecla querendo outras palavras.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

meu amor...

no seu amplexo encontro paz
Mesmo sem seu toque, te sinto
Sinto com o meu coração
Que a cada batida...
É impulsionado pelo amor que me move
O amor que é unicamente seu ♥

quinta-feira, 9 de setembro de 2010


As árvores são poemas que a terra escreve para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo o nosso vazio...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Histórias


Histórias são feitas a todo o momento sejam elas felizes ou tristes, a vida é uma história com inicio e final determinado nasce e no final morre, o que muda cada história é o que cada um faz, com cada escolha, tem pontos marcantes conflitos, clímax e o desfecho! Qual vai ser o seu? Da sua história?

Clarice Lispector (=

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
- Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples:

- Sim, já beijei antes uma mulher.

- Quem era ela? perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava… o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.


De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida… Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele…

Ele se tornara homem.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Hero (tradução)

Herói

Eu não sou um super-herói
Eu não posso pegar sua mão
E voar para qualquer lugar
Aonde você quiser ir (yeah)

Eu não posso ler sua mente
Como um outdoor
E dizer-lhe tudo
Que você quer ouvir

Mas serei o seu herói

Porque eu, eu posso ser tudo que você precisa
Se você é a garota certa para mim
Como a gravidade, ninguém vai me parar

Eu, yeah, eu acredito em destino
Eu posso ser um cara normal
Com coração e alma
Mas se você é a certa para mim
Então eu serei o seu herói

Eu serei o seu herói
yeah
Eu serei o seu herói

Tão incrível
Um tipo de milagre
E quando a hora chegar
Eu vou me tornar um herói, oh

Então eu vou esperar, esperar
esperar por você

Eu serei o seu herói, yeah

Porque eu, eu posso ser tudo que você precisa
Se você é a garota certa para mim
Como a gravidade, ninguém vai me parar

Eu, yeah, eu acredito em destino
Eu posso ser um cara normal
Com coração e alma
Mas se você é a certa para mim
Então eu serei o seu herói

Yeah
Eu serei o seu herói
Yeah
Eu serei o seu herói
Herói

CCUGP (=

Eu pensei mesmo que ela fosse me dar um beijo no rosto, e eu não ia reclamar. Eu seria paciente. Ela merecia isso, mas ela me beijou de leve, apenas um tocar de lábios, mas parecia que havia algo que descia rapidamente da minha cabeça pro pé, como se eu estivesse no elevador do Hopi Hari, eu sei lá, mas era... Maravilhoso.
-Eu posso ligar pra você amanhã? - eu não sabia se isso seria muito grudento, mas se eu não ligasse talvez ela pudesse pensar que havia sonhado.
-Eu ligo pra você... - ela disse sorrindo e foi em direção ao elevador. O certo era eu entrar, mas eu fiquei olhando ela esperar o elevador de jeans camiseta e tênis. Se algum encanto tivesse que ser quebrado aconteceria agora, mas não, eu ainda estava ansioso pelo dia seguinte...